Nobreza no Vale do Café

Por Patrick Mathias follow @vassourasimperial

Vassouras Imperial conversa com Evandro Monteiro de Barros Junior, Advogado, Professor e Fidalgo detentor de diversos Títulos de Nobreza, seja por herdade, pro memoria ou chefia de Casa Dinástica. Confira.

Vassouras Imperial: Conte-me quem é o Senhor e quais são as suas ocupações atualmente.

Dom Evandro: Me chamo Evandro Monteiro de Barros Junior, sou marido da Erika e pai da Maria Elizabeth. Exerço a advocacia e o magistério como profissão e sou também Sujeito de Direito Internacional Público como Chefe Dinástico de Nome e de Armas da Casa Real e Ducal de Arpades (a primeira da Hungria), sob o nome tronal Dom Evandro I de Arpades Drummond Monteiro de Barros. Atualmente exerço o cargo de Grão-Chanceler da Ordem Fanariota de Cavalaria (o maior Corpo de Nobreza da América-Latina); sou o Chanceler fundador do Círculo Monárquico de Campos dos Goytacazes – RJ, atuante desde 2018 e também estou como Assessor Legal na Junior Chamber International (JCI-Campos).

Evandro Monteiro de Barros Junior
Brasão Dinástico de Evandro Monteiro de Barros Junior

Vassouras Imperial: Qual a relação da sua linhagem familiar com o passado histórico da cidade de Vassouras?

Dom Evandro: Os Barões de Vassouras constam no livro da minha família, na linhagem de Maria José Monteiro de Barros, filha dos Barões de Paraopeba (meus pentavôs dos quais descendo sem quebra de varonia).

Barão de Paraopeba
Baronesa de Paraopeba

Vassouras Imperial: Além das figuras acima que relacionam a sua história familiar com a própria história do Brasil, quais outras personalidades ilustríssimas podemos encontrar em sua árvore da vida?

Dom Evandro: No Brasil posso mencionar alguns de cabeça como, por exemplo, meu tio-pentavô, o Dr. Lucas Antônio Monteiro de Barros (Visconde de Congonhas do Campo com Grandeza), que foi Presidente do Supremo Tribunal de Justiça no Brasil Império; O Barão de Leopoldina, Manoel José Monteiro de Castro; o Barão de Santa Alda, Lucas Antônio Monteiro de Barros; o Barão de Monteiro de Barros, Luis de Souza Monteiro de Barros; a Condessa Monteiro de Barros (Dona Maria Eugênia Monteiro de Barros) cujo título foi outorgado pela Santa Sé, dentre muitos outros titulares. Posso assegurar que são mais de cem na lista.

Visconde de Congonhas do Campo com Grandeza
Viscondessa de Congonhas do Campo

Vassouras Imperial: Sabe como esses familiares longínquos chegaram no Brasil, e quando, e como posteriormente chegaram em Vassouras e o porquê da vinda para cá? Você conhece a história dos seus familiares que se relaciona com a história da cidade? Existe um legado deixado por essas pessoas, preservação histórica e vestígios que marcam o que conhecemos da cidade?

Dom Evandro: Estudo a genealogia da minha família desde muito jovem e acabei me especializando em algumas linhagens. Assim foi com a ascendência Drummond dos Monteiro de Barros, que me leva diretamente por duas linhas, aos reis André I e André II da Hungria (Dinastia de Arpades, a fundadora daquele país) e com outras que tenho documentadas. Sou descendente do Rei Dario I da Pérsia, de Fernando I de Castela, do Imperador Carlos Magno, de Ramiro II das Astúrias, de Addallah ibn Muhammed Sétimo, de Emir de Córdova,  Hugo Capeto, William I o Conquistador da Inglaterra e de Afonso Henriques. Meus antepassados se espalharam pelo Brasil. Muitos foram para a Bahia, outros para Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O que sei é que grande parte deles se destacou no Vale do Paraíba e não só em Vassouras. Não conseguiria me lembrar de todos, mas vou tentar mencionar os que me vem à mente como mais importantes:

Condessa Monteiro de Barros (Maria Eugenia)

Em Vassouras – Além dos Barões de Vassouras cabe mencionar o casal Dona Elsa Monteiro de Barros Pereira de Almeida e Dr. José de Avelar Fernandes, nascido em Vassouras a 12 de dezembro de 1892, um dos proprietários da Agua Mineral “Nazareth”, da Companhia do Niquel, filho do Dr. José Antônio de Avelar Fernandes e de Maria Jacinta Leite Pinto (da família Teixeira Leite).

Evandro no quotidiano da advocacia e do magistério

Em Valença e Paraíba do Sul – lembro-me da atuação de Francisco Pi­nheiro de Souza Werneck (Barão de Piabas), abastado fazendeiro em Pa­raíba do Sul-RJ, deputado provincial, chefe político em Valença e comerciante. 

Em Barra do Piraí – Temos o casal: Comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros e D. Ce­cília de Morais Monteiro de Barros, residentes em Barra do Pirai. Fazendeiro e lavrador de café na fazenda Cachoeira que pertenceu a seus maiores, em Jundiaí, estação de Rocinha (hoje Vinhedo), vereador à Câmara Municipal de Jun­diaí, deputado estadual em várias legislaturas, deputado federal. Temos ainda em nossa árvore Pedro Monteiro de Barros, segundo filho do Tenente-Coronel Inácio Gabriel. Casou com Guilhermina Farani de Morais, que era bisneta dos Barões de Pirai e também do Barão de Mambucaba. Ainda destaco Alberto Monteiro de Barros, que nasceu na fazenda Ponte Alta, município da Barra do Pirai, a 2 de outubro de 1895. Casou na Capital Federal a 30 de setembro de 1924 com Elza Noronha. Neves (hoje Elza Monteiro de Barros), neta materna do engenheiro Antônio Pinto de Gouvêa e de Maria Amália de Noronha Gouvêa (filhado General Francisco Manuel de Noronha e de Clara Albuquerque Diniz Maranhão).

Em Pinheiral e Piraí – Tivemos a atuação do Comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros, que era filho dos Viscondes de Congonhas do Campo e casado com Cecília Gonçalves de Mo­rais, filha dos Barões do Pirai. Ele dedicou-se durante toda a sua vida à agricultura, na propriedade agrícola Três Poços, à margem direita do Paraíba, entre as estações de Pinheiros (hoje Pinheiral) e Jorge Rademaker, recebida em dote em 1834 ou 1835.Ela nasceu em 1820, no fim do período colonial, atravessou todo o ciclo imperial e faleceu em pleno regime republicano em 1918, deixando 20 netos, 38 bisnetos e 6 tetranetos. Sobreviveu ao marido cerca de 56 anos. Em seu testamento, deixou D. Cecília, a sede da fazenda anexada a uma gleba de cem alqueires geométricos ao redor, a certa ordem religiosa para estabelecimento de uma instituição humanitária onde pudessem encontrar agasalho os descendentes daqueles que, pelo concurso do trabalho braçal, auxiliaram-na a fazer fortuna. 

Outro Lucas Antônio Monteiro de Barros foi lavrador de café na fazenda Feliz Remanso, estação de Pinheiral, E.F.C.B., nas imediações de Volta Redonda. Casou com Carmen Guimarães Coutinho, descendente dos Barões de Ayuruoca.

Vassouras Imperial: Qual a importância desses parentes para a cidade de Vassouras e região. (Economicamente, socialmente e culturalmente).

Dom Evandro: Meus primos continuam sendo muito importantes para Vassouras e região, pois continuam exercendo cargos na política, no Poder Judiciário, na esfera da saúde e também no agronegócio, entre outras esferas dos setores públicos e privados. Embora não seja difícil encontra-los por conta do nome da família, não posso mencioná-los de cabeça.

Vassouras Imperial e Tribuna de Santa Cruz agradecem Dom Evandro pela atenção. O Brasil deve muito aos Monteiro de Barros e às dinastias que desenvolveram esta nação com seus empreendimentos e cultura.

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