Brasil é protagonista, não coadjuvante

Por Liam Bourn – Follow @liambourn on Twitter and Gettr

O Brasil, como nação autossustentável, não deve se agarrar às abas das saias de potências estrangeiras, antes, de algum modo, precisa encontrar um jeito para se assumir como uma potência. Isso parece óbvio, mas, no fundo, o brasileiro (esquerdista e direitista) não pensa assim.

É preciso rejeitar o roteiro do teatro que põe o Brasil como figurante, com o brasileiro médio torcendo contra ou a favor de certas alianças, motivado por religião, ideologia e outras simpatias. E os políticos e representantes olhando de baixo para cima as nações estrangeiras.

Não há solução para uma nação, se suas elites ou algumas delas não abraçarem um objetivo e traçarem esquemas inteligentes para mudar o país, a exemplo da Rússia pós-URSS, de Israel pós-fundação, da Espanha pós-guerra civil e revolução comunista de 1936.

É detestável se deparar com pensamentos disfuncionais que, quando não bajulava os EUA ontem, adula a Rússia hoje. O Brasil precisa se desapegar desse viralatismo de cão sem dono embutido no espírito e se unir com o menos danoso e o mais adequado aliado, seja com quem for.

O que não pode haver é uma subserviência a pretexto de ideologia e religião, argumentando por meio de torcida, sinalizando virtude moral e religiosa, desprezando toda a complexidade oculta ao cidadão e os interesses viscerais de todas as potências, sem exceção, sobre o Brasil.

O problema do palpiteiro é o raciocínio de torcida, quando não é esse, tem que ser aquele, em ritmo de adoração maniqueísta, discutindo diversionismos, enquanto as elites das potências enfiam drogas e subversão na sua família e nação, e ele ignorando o que é vital a curto prazo.

Porque, ao fim, a história nos mostra é que o discurso ideológico não passa de anestésico usado por potências para alienar a nação-alvo. O povo brasileiro, sim, precisa assumir e proteger a sua identidade, cultura, tradição e moral transcendental. O resto é problema dos outros.

Qual solução? Não precisa de ruptura. Quem raciocina só por isso está limitado. Penso que o primeiro passo seria intensificar a Inteligência para promover um avivamento cultural, tradicional e religioso. Mike Harari disse certa vez que não há nação de sucesso sem Inteligência.

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