Uma dose de realismo político

Por Liam Bourn | Follow @LiamBourn on Twitter and Gettr

As potências nacionais mais poderosas ou são controladas por uma elite plutocrata interna, de envergadura mundial, que controla os seus políticos, ou por uma elite político-militar que controla os seus pares, como também seus fantoches oligarcas.

Simpatias culturais, religiosas ou ideológicas à parte, no mundo real, não existem nações amigas. Todas as nações, atendendo aos interesses dessas elites, ao fim, cobiçam as riquezas territoriais das nações alheias, prognosticando e antevendo a sua sobrevivência daqui a séculos.

Antes as nações imperialistas se valiam das guerras convencionais para invadir e controlar os territórios alheios. Hoje, diante do cenário nuclear, comunicação sociopolítica e economia globalizadas, recorrer de ações bélicas convencionais é arriscado e gera repercussões graves.

Então, marcadamente após a WWII, as nações imperialistas passaram a se valer de meios da Guerra Híbrida para dominar as nações alheias. Instabilidade institucional pela cooptação de agentes (burocratas, políticos) e subversão cultural via Mídia e Educação, são alguns dos meios.

Garantir a corrupção moral e intelectual das futuras gerações, via ideologias (de Esquerda, que promovem o relativismo, o antirrealismo, a dialética negativa e o antitradicionalismo), garante a formação de cidadãos, empresários, servidores públicos e políticos medíocres.

Assim, a futura geração, devidamente despreparada, uma vez que ingresse em suas respectivas áreas, inconscientemente promoverá a sabotagem institucional e econômica da própria nação, impelida por ideais antinacionais e divisionistas, para a conveniência das potências do exterior.

Este é o cenário cru e brutal que vem se repetindo no Brasil desde os anos que antecederam ao Golpe de XV. Poucos cidadãos admitem tal realidade, e muitos preferem o idealismo e o autoengano, sob o maniqueísmo do bem e o mal, seja por razões de ordem religiosa ou ideológica.

Pois bem. Para manter a Defesa Nacional fortalecida contra as investidas bélicas convencionais ou as medidas ativas subterrâneas advindas do estrangeiro, então cada vez mais sofisticadas, as FA foram profissionalizadas e são em tese e devidamente chefiadas por treinados generais.

A última trincheira de defesa e preservação da existência do cidadão brasileiro como indivíduo e da própria nação como ente coletivo está na dependência de homens que foram zelosamente treinados com as mais variadas artes bélicas e pelos mais dedicados estudiosos e especialistas.

Eis a lógica elementar: para ocupar o cargo general – presumidamente o último homem que se pode confiar, pois, em última medida, é o que resta -, é preciso assumir que se deve abdicar de todos os idealismos e paixões pessoais para darem lugar às razões realistas e objetivas.

É preciso impor regras duras, frias e certeiras para preparar e forjar os melhores para liderar o país em situação de extremo risco. Então, em tese, a um árduo treinamento e rigorosa seleção os últimos homens serão submetidos do o início da mocidade aos cinquenta e poucos anos.

Sendo assim, por que a mesma lógica realista não deve ser aderida para o Chefe de Estado, o homem que é o Chefe Supremo das Forças Armadas e líder máximo de todos os generais? Por que o Chefe de Estado tem que ser escolhido democraticamente, quando a maioria nunca elege o melhor?

Afinal, o realismo platônico e aristotélico diz que a excelência nunca está com a maioria, pois a maioria nunca elegerá o melhor, pois é desorganizada, manipulável e emotiva, de modo que sempre elegerá a figura que mais representa autoimagem do cidadão médio.

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