Otimismo republicano histérico

Por Liam Bourn | Follow @LiamBourn on Twitter

O conservador republicano (?), impelido de bons desejos, mas também de otimismo histérico, crê que sempre haverá a providência a favor do Brasil, mesmo que a cada quadriênio a sorte do país fique ameaçada por sugestionáveis jovens, idólatras esquerdistas e dinheiristas liberais.

O homem ocidental, tão embotado por vícios do idealismo político, por força de sua monocular e dogmática cultura, crê piamente que passar quatros anos discutindo política conseguirá salvar, pelo voto, o futuro da sua nação contra os sofisticados meios externos de tomada de poder.

Neste mundo submetido às potestades imperialistas, a monarquia, quando cotejada com a república, é a mais protetiva e funcional forma de governo para oferecer defesa institucional e garantir o bem-estar e as liberdades do seu povo. O saldo positivo está na história e no presente.

O Villas Boas denunciou a liberdade que o Rei da Noruega tinha na Amazônia, ao qual os tucano-petistas entregaram a concessão de alumínio amazônico à mineradora Norsk Hydro. Após a queda da URSS, Juan Carlos I e Fidel fundaram a Cúpula Ibero-americana (Villas Boas fala da Amazônia que está sendo invadida pela Noruega).

Vejam o como estamos sendo invadidos pela Noruega e outros países que estão tomando de vez a Amazônia do nosso Brasil!!! Podemos ter uma guerra pela Amazônia…

Há ainda o elenco de financiadores de uma ONG brasileira cujo objeto temático são o desarmamento civil, o abolicionismo penal e afins. E é claro que precisam da frágil e livre abertura política que a república lhes fornece para impor a subversão no Brasil (vide sítio do Instituto Igarapé, aba Financiadores).

Exatamente por este contexto que a estrutura monárquica se revela ainda melhor que a republicana. Porque o líder de uma república nunca irá participar dos ciclos globais de poder (Bilderberg). E, se participar, será como um fantoche de dinastias e bilionários, como foi o caso do FHC.

Ou seja, a melhor maneira de desafiar o achaque de outras monarquias é por meio de outra monarquia, em princípio lógico de paridade de armas, com o Chefe de Estado brasileiro, no poder contínuo há anos, conduzindo e sendo auxiliado pela Inteligência e Estado Maior brasileiro.

Que as famílias monárquicas, inclusive a brasileira, se relacionam em eventos, é óbvio. Elas não devem se isolar e se declarar inimigas umas das outras em nome de uma religiosidade afetada e de diferenças políticas, porque, na prática, isso acabaria consigo mesmas e seu povo.

A politicagem motiva infelizmente até os casamentos reais! É estratégico desde os tempos imemoriais. Quanto ao ateísmo de alguns monarcas, é impossível sondar os corações. Mas que eles precisam do Cristianismo para manter a autoridade moral e o legitimismo tradicional, é óbvio.

A monarquia precisa ser analisada objetivamente, como forma funcional de Governo, e não por critérios subjetivos e circunstanciais, flashes de informações sem o menor contexto e profundidade adequada. Quem raciocina por falsa dicotomia, vai incorrer em erros elementares.

Surge ainda uma “new wave” no teatro político brasileiro: o nacionalista estatista. É um espectro composto de positivistas tecnocratas, esquerdistas nacionalistas e direitistas putinistas; aprisionado intelectualmente a palavras e ideais: discute só objetivos, e nunca os meios de ação.

A única solução é o combo: “nacionalismo e bomba atômica”, dizem eles. Um nacionalismo verbal, cuja construção intelectual e moral não é baseada em orientação psicológica e tradicional, mas em bravatas vazias e palavras de ordem, tais como “Amazônia é nossa!” e “O Enéas tem razão”.

Eles creem que a estéril terra, a contaminada água e o apodrecido ar da libertina República não são, institucionalmente, o problema nevrálgico do Brasil e que convencerão por palavras e emoções a centenária oligarquia de ideologizados burocratas e subornáveis políticos do país.

O mártir Vladimir Paley disse que não há como um ministro de Cristo ser republicano, porque um Presidente, em vez de receber a coroa da ética cristã como símbolo de sua missão, recebe a unção de orgulho da massa de eleitores e a direção de objetivos de poder pessoal e do Partido.

“Um padre que não é monarquista não é digno de estar na mesa do altar. O padre que é republicano é sempre um homem de má fé.”

– Vladimir Paley

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