Mui Leal e Heroica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro que apaga sua história

Após o golpe de 1889 iniciou-se uma campanha de destruição da memória nacional, com propaganda positivista e muita desinformação que infelizmente atrapalham o resgate da identidade brasileira até o dia de hoje.

Neste texto, vou apresentar alguns (poucos dentre muitos) casos de demolições e reformas que alteraram totalmente a paisagem do núcleo central e histórico da cidade do Rio de Janeiro, visando impedir nas futuras gerações o acesso aos memoriais do Brasil-Império e de sua grandeza perante o mundo. O estamento burocrático brasileiro que nos sufoca, começou a atuar alterando a paisagem para manter cativa a mentalidade nacional.

Como disse Eduardo Prado, sob o pseudônimo Francisco de S., quando escreveu “Fastos da ditadura militar do Brazil” se referindo à trupe de Deodoro que derrubou o Imperador D. Pedro II (1890):

Até há pouco tempo, o Brasil destacava-se entre as nações cristãs e civilizadas por uma anomalia singular e humilhante. Uma pequena parte da população brasileira era escrava. Os patriotas brasileiros e com eles D. Pedro II apagaram essa vergonha e no Brasil não houve mais senão homens livres. A tirania militar entendeu de outro modo a sua missão; e, hoje, se viver sem leis, sempre à mercê do capricho alheio, é viver sem liberdade — pode-se afirmar que, no Brasil, não há senão escravos.

Demoliram entre 1975 e 1976 o Palácio Monroe, linda construção ganhadora de prêmio na feira de Saint Louis,  Estados Unidos em 1904, obra do Coronel Francisco Marcelino de Sousa Aguiar, arquiteto e engenheiro militar, que construiu também a lindíssima Biblioteca Nacional, que continua nos orgulhando e inspirando.

Nosso Monroe foi destruído por campanha de parte da imprensa (sempre ela), sobretudo do jornal O Globo (sempre ele), em prol da demolição e por de Lúcio Costa, arquiteto modernista que nos legou construções sem alma e com inspiração soviética como Brasília, defensor ardoroso da demolição do Monroe.

O argumento era isento: “o estilo eclético não era brasileiro como o colonial e o modernista’. Mas a verdade é que Lúcio era companheiro na empreitada da construção de Brasília de Oscar Niemeyer, por sua vez, filiado ao Partido Comunista Brasileiro, amigo de Luis Carlos Prestes, fundador do PCB.

Logo, Costa, apesar de se considerar humanista (foco no homem, etc), em alguma medida, comungava das ideias de Niemeyer, como era praxe na época e se mantém até hoje, basta ver a hegemonia de pensamento comunista que permeia a academia brasileira em todas as cátedras.

As linhas da cidade de Brasília seguem cidades egípcias e os prédios, arquitetura soviética. Tanto que existem cidades similares ao redor do mundo. Ora, se o estilo eclético não é brasileiro, tampouco o soviético empregado na construção de Brasília, mas o alvo aqui não era este realmente, mas destruir o belo, que eleva a alma e leva o homem a Deus.

Agora que sabemos quem destruiu nosso palácio e começou a campanha de perda de identidade carioca, com o fim dos marcos da época de ouro do Rio, voltemos a falar do Coronel Aguiar, arquiteto premiado do Monroe.

Aguiar construiu uma estrutura metálica grande e imponente, mas móvel, que se destacava frente às demais que faziam parte da exposição de St. Louis, muito elogiada, sobretudo na imprensa americana, foi ao final do evento contemplado com o Grande Prêmio Mundial de Arquitetura em 1904.

A Exposição Universal de Saint Louis, que ocorria no estado do Missouri, nos Estados Unidos, era uma feira mundial que objetivava promover modernidades das nações ocidentais em todas as áreas de criação, até gastronomia.

Ao final da exposição, o Monroe foi desmontado e trazido para o Brasil, sendo então remontado em 1906, na recém-aberta Avenida Central (hoje Rio Branco) no Rio de Janeiro.

No ato da instalação, na área que seria conhecida no futuro como “Cinelândia”, o prédio recebeu o nome Pavilhão de St. Louis, sendo depois, por sugestão de Joaquim Nabuco, rebatizado de Palácio Monroe, em homenagem a James Monroe, presidente dos Estados Unidos (1817 e 1825).

Ou seja, demoliram uma obra que prestava homenagem a um presidente de um aliado diplomático, ganhadora de prêmio internacional (só por isso digna de preservação e proteção permanentes), que embelezava sobremaneira a Cinelândia, por motivos mesquinhos. Lançaram mão de um patrimônio histórico que não lhes pertencia, mas às futuras gerações.

Ainda, demoliram, em “reforma urbanística” de 1922, o morro do Castelo, com o forte que Mem de Sá construiu em cima ainda. Deviam rebatizar essas “reformas urbanísticas” de “desinformação urbanística”.

Bastava somente uma revitalização no local e nas construções, com desapropriações e novas destinações ao casario do morro, mas o espírito higienista de Passos misturado com obscurantismo e seus ardis tramados nas sociedades estudantis positivistas-iluministas do Rio (de onde passos era egresso) e de São Paulo, reputando que o morro “evitava os ventos de adentrarem a cidade”, levou ao desmonte.

Mas a verdade é que o higienista Pereira Passos queria tirar os pobres de cima do morro, o que poderia ser feito desalojando as pessoas e destinando a casas populares e ocupando com oficiais como foi feito na Ladeira do Leme, o que seria mais adequado para a preservação da história militar que o morro e o forte que Mem de Sá construiu, guardavam.

Para se ter noção da importância da área, em 1567, o governador Mem de Sá transferiu a cidade para o alto do morro, devido aos focos de resistência dos índios tamoios. O lugar foi batizado de Castelo pelo forte que havia em cima, com espessas paredes de pedra, visando resistir aos ataques estrangeiros, comuns na época.

O morro ocupava uma área de 184.000 metros quadrados, o equivalente atual a 18 quarteirões, com ponto mais alto de 64 metros equivalente a um prédio de 22 andares.

A primeira construção foi a Igreja da Sé, que guardava relíquia (Pedra d’ara, que encerra dentro de si relíquias de santos mártires; no caso, com lasca de osso de São Sebastião)presentada pelo Rei de Portugal; prédio da Câmara; Cadeia; Colégio dos Jesuítas; casa do governador; dos dirigentes e dos demais do povo. Nos seus últimos dias, havia casas pobres em cima, como consta no Esaú e Jacó de Machado de Assis.

Do lindo forte e do primeiro logradouro do Rio de Janeiro (a ladeira da Misericórdia) restou apenas um pequeno trecho da ladeira que ainda está lá por detrás da Santa Casa e a magnífica pintura que se encontra no plenário do palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, onde trabalham dentre outros vereadores eleitos para esta legislatura, Carlos Bolsonaro, filho do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

Ou seja, o ímpeto modernista de 1922 demoliu o início da cidade do Rio de Janeiro que estava em cima do morro. Devemos ter cuidado com o potencial destrutivo de modernistas e higienistas, essa combinação é perigosa.

E agora, diante da notícia de reconstrução do Museu de São Cristóvão (que na verdade é Palácio Imperial de São Cristóvão), mais uma vez, os grupos socialistas progressistas da UFRJ se abancaram no palácio, querendo animar a população em torno do projeto de restauração do museu de “história natural”.

Museu que não cuidaram, descaracterizando a memória histórica natural e principalmente nacional contida ali.

Destruíram por falta de manutenção o acervo, patrimônio da humanidade, destinando os recursos para programas universitários ideológicos (rádios universitárias, etc), ao invés de destinarem para a manutenção do museu, permitiram, pois, a tragédia ocorrida.

Em resposta a Casa Real brasileira se pronunciou acerca do tema da reconstrução, com a lucidez característica dos príncipes.

Por sua vez, o prefeito Eduardo Paes, com o isentismo característico do DEM, respondeu entusiasmado ao enterro de nossa história com o projeto modernoso de reconstrução.

Paes precisa ser conscientizado acerca da importância histórica, do momento de resgate de memória que o país vive, de que o Palácio Imperial de São Cristóvão é nosso, do povo. Nossa memória, nosso passado e de que o povo não quer ter o passado povoado de estudos gerais e biológicos. Existem espaços mais adequados.

Não viemos diretamente dos índios, Sr. Prefeito! Houve alguns povos no processo! O museu não demonstra isso, dá a entender que o Brasil é um país de índios e como dizem “muita água passou por baixo dessa ponte”.

O que salta aos olhos é como a esquerda ocupou o lugar caro aos conservadores de diversos espectros e não o desocupa de jeito nenhum! Tem o interesse em manter a versão obscura, detratora da identidade nacional que inventaram com suas ideologias estrangeiras e querem nos calar!

O museu de história natural e a UFRJ com suas pesquisas relativas deve ser mudado de lugar urgentemente e o Palácio Imperial de São Cristóvão com nossas memórias, deve ser devolvido ao povo com mais urgência ainda!

Precisamos parar de permitir a demolição e destruição de nossa história por pessoas que não amam o belo e não tem interesse na manutenção da memória brasileira sem traço de comunismo.

Um comentário sobre “Mui Leal e Heroica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro que apaga sua história

  1. Lamentável como uma ideologia se tornou um grande falho para a humanidade. E o mais triste ainda é que terão muitos jovens débeis que se titulam de politizados quando na verdade são vítimas da ignorância proposta por essa ideologia maléfica

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