Reinos africanos: a nova coluna do Comendador Davi Valukas

Monarquias Africanas

Saudações monárquicas!

Eu sou o Comendador Davi Valukas e quero te dar as boas vindas a minha nova coluna semanal na Tribuna de Santa Cruz. Aqui, pretendo tratar de um assunto ainda pouco estudado no Brasil: os reinos africanos.

O continente africano é visto de maneira equivocada pelo Ocidente, inclusive nas escolas. Os reinos pujantes de outrora dão lugar exclusivamente à miséria, às guerras e à exploração das riquezas naturais do continente.

O continente europeu destacado no mapa mundi

A partilha da África

A Partilha da África é o nome pelo qual ficou conhecida a divisão do continente africano durante o século XIX e que finalizou com a Conferência de Berlim (1884-1885).

Com o crescimento econômico de Inglaterra, França, Reino da Itália e Império Alemão, esses países quiseram avançar sobre a África em busca de matérias-primas para suas indústrias.

Países como Portugal já se encontravam no continente desde o século XVI. Utilizavam a África como fornecedor de mão de obra escrava, num comércio lucrativo em que participavam Inglaterra, Espanha, França e Dinamarca.

A expansão europeia para o continente africano, no século XIX, foi justificada para a opinião pública como a necessidade de “civilizar” este território.

No século XIX, existia a crença na superioridade de raças e de civilizações. Teorias como o Positivismo, de Auguste Comte e o Darwinismo Social, corroboravam esta ideia.

Assim, era necessário fazer com o que os africanos “atrasados”, segundo os moldes europeus, fossem civilizados.

Bandeira do Reino Bunyoro Kitara, monarquia subnacional em Uganda

Países europeus envolvidos na Partilha da África

Portugal
Espanha
Bélgica
Inglaterra
França
Holanda
Itália
Alemanha

Antes da Partilha da África, os reinos africanos estavam dentro de fronteiras naturais definidas de acordo com os grupos étnicos que compunham estes reinos.

Os estados africanos foram traçados por fronteiras artificiais segundo a vontade do colonizador europeu. Deste modo, etnias inimigas tiveram que conviver dentro do mesmo território causando sangrentas guerras civis.

A ocupação europeia provocou resistência e insurreições de nações que foram massacradas no decorrer do século XX.

Igualmente, através da visão europeia, se espalhou o mito que os africanos são amaldiçoados por não aceitarem o cristianismo e por isso não são capazes de prosperar.

Atualmente, o continente africano é o mais pobre do mundo e ainda há forte pressão sobre as riquezas naturais da África, como petróleo, ouro, fosfato e diamantes.

Os 3 tipos de Monarquias Africanas

Conheça os 3 tipos de Monarquias Africanas:

Estados soberanos: Lesoto, Marrocos e Essuatini

Comunidades autônomas (Territórios europeus): Ilhas Canárias, Ceuta e Melilla (Espanha), Santa Helena, Ascenção e Tristão da Cunha (Inglaterra).

Monarquias subnacionais: existem mais de 10 mil, mas seguem alguns exemplos:

Uganda: Bunyoro Kitara, Buganda, Busoga, Tooro, Rwenzururu

Gana: Sefwi Obeng-mim, Ashanti, Godenu

África do Sul: Zulu

Tanzânia: Sultanato de Ujiji

Espero que o caro leitor goste desta coluna, que tem o intuito de trazer uma nova visão sobre o continente africano e suas riquezas políticas, culturais, sociais e econômicas.

Ave Império!

Clique aqui para conhecer a página da representação brasileira do Reino Bunyoro Kitara, da qual eu sou o Ow’Isaza (representante nacional).

Clique aqui para conhecer a página da Royal Order of the Golden Leopard, da qual eu tenho o orgulho de ser Adontehene (Chanceler).

Comendador Davi Valukas

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