A ditadura do Brasil de Vichy

Por Liam Bourn. Follow @LiamBourn on Twitter and Gettr

*Vichy é uma cidade francesa cerca de Clermont-Ferrand, na região da Auvérnia-Ródano-Alpes. Ainda, é associada ainda ao tempo em que foi capital da França de Vichy, durante a invasão e ocupação da Alemanha Nazista, na Segunda Guerra Mundial

Observem abaixo o breve resumo do método da subversão ideológica sistematizado pela KGB, divulgado por Yuri Bezmenov em 1983 e inegavelmente adotado pelo bloco globalista ocidental, após a temática original da Guerra Fria se encerrar.

Afinal, não interessa às forças estrangeiras que o Brasil seja submetido a uma ditadura nacionalista, sob a batuta de um grande estadista e a orientação de intelectuais patriotas, muito menos a uma internacionalista comunobolivariana, sob o conluio de facções latino-americanas.

Afinal, tanto no caso quanto no outro, as forças estrangeiras perderiam, paulatinamente, a influência de seus tentáculos sobre a política brasileira, devida à natureza institucional rígida e hermética de uma ditadura; como aconteceu no projeto de derrubada da Monarquia Romanov.

É inegável que os anglo-americanos, a fim de findarem a ascensão do Império Russo, que um dia se revelaria uma potência contra o Império Britânico, depois que financiaram a Revolução Bolchevique, à medida do tempo, perderam o controle sobre os seus cães revolucionários.

Algo semelhante que já acontece com o PCCh, projeto que foi iniciado pela Diplomacia Pingue-Pongue pelo RINO Richard Nixon. Tal como os euramericanos perderam a autonomia sobre os bolcheviques e perdem sobre os maoístas, eles também perderiam o Brasil para os bolivarianos.

O ideal para os imperialistas é manter o Brasil sob uma ditadura neocomunista em que inibirá a ascensão de agentes políticos e intelectuais do nacional-conservadorismo, a fim de que não difundam o discurso restauracionista, realista, logicamente elementar e ordeiramente cristão.

O ideal é pôr o país sob o martelo ideológico para perseguir, prender e cassar os direitos dos conservadores e dar vazão à revolução sexual, ao histerismo ambientalista, à liberação das drogas, à bandidolatria, ao conflito racialista e sexista, enfim, à corrupção da inteligência.

O ideal é manter a nação em confusão psicológica e moral, sob uma ditadura materialista e cientificista, progressivamente ateísta, sob o controle velado de corporações privadas e organismos internacionais, tudo para impedir o surgimento de uma boa e futura geração de brasileiros.

Tudo para garantir que não surja uma geração de nobres e virtuosos que construam grandes empresas e ideias, que ascendam às igrejas, às escolas, às universidades, à política do Executivo e Legislativo, à burocracia do Judiciário e do Serviço Público e às FFAA e ao Estado Maior.

E, desse modo, devido ao alto grau de senso moral, de inteligência intuitiva e de hierarquia de valores, esses homens e mulheres brasileiras não ameacem recuperar o controle imperialistas das forças estrangeiras que já exercem, em parte, sobre as riquezas extrativistas do país.

O Brasil tombará em uma ditadura, pois muitos se submetem inocentemente à subversão ideológica e sequer identificam a sua materialização, dada a parca capacidade lógico-intuitiva, contaminada com presunção classista, razão por que tudo que não conhecem é teoria da conspiração.

O homem-massa é incapaz de exercer a sua inteligência intuitiva, ou seja, de extrair a eventual verdade (verossimilhança) da leitura concatenada dos fatos e das circunstâncias da realidade. Ele é um covarde intelectual que abdicou de sua capacidade cognitiva para viver por si só.

O ocidental médio independe de grau de instrução, condição financeira, credo religioso e espectro político (embora o imperativo revolucionário predomine como ethos social) e faz da opinião da maioria, do senso comum acadêmico e da publicação midiática o critério final da verdade.

“Não há covardia mais torpe que a covardia intelectual, a burrice voluntária, a recusa de juntar os pontos e enxergar o sentido geral dos fatos. (…) Não prostitua a sua personalidade em troca da aceitação pelo grupo. É um preço muito alto a ser pago.” – Olavo de Carvalho

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s