Série de artigos sobre o livro Fastos da Dictadura Militar do Brazil (1890)

Apesar de encontrar um bom estudo sobre a obra acessível para o público em geral, os anos de aplica das teorias da escola de Frankfurt e de Paulo Freire na educação tiraram dos brasileiros a real capacidade crítica (não a critica a tudo que existe, ao ocidente e à cristandade como preconiza tal escola), lógica e corroeram o hábito da leitura, migrando para vídeos ou textos da internet.

Pensando nisso iniciaremos uma série de artigos sobre os relatos dos brasileiros pós 1889, período em que houve repressão à imprensa, julgamento de civis por leis marciais, prisões políticas e exílios.

A obra fala ainda da repercussão internacional do golpe de 15 de novembro de 1889, como o Brasil, de uma de um império democrático, constitucional e altivo, com livre trânsito no meio internacional, geopolítico, científico e diplomacia reconhecida.

Inauguramos a série com o perfil do autor do livro, Eduardo Paulo da Silva Prado, que ao escrever utilizava o pseudônimo de Francisco de S. Confira:

Sobre o Autor

“Eduardo Prado (Eduardo Paulo da Silva Prado) nasceu a 27 de fevereiro de 1860 em São Paulo, SP. Era filho de Martinho da Silva Prado e de Veridiana da Silva Prado, de tradicional família paulista. Faleceu na mesma capital a 30 de agosto de 1901.
Ocupou-se desde a mocidade com estudos históricos. Formou- na Faculdade de Direito de São Paulo. Na época era colaborador assíduo do Correio Paulistano onde assinava artigos de crítica literária e política internacional.
Durante algum tempo trabalhou como adido na delegação brasileira em Londres. Conheceu diversos países europeus e também o Egito. Dessas viagens daria observações no livro Viagens, publicado em Paris em 1886.
Travou amizade com os escritores portugueses Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins, que pertenciam ao famoso grupo dos Vencidos da Vida.
Com a proclamação da República no Brasil em 15 de novembro de 1889 passou a combater, em livros e jornais, os atos praticados pelo governo republicano. Eça de Queirós, diretor da Revista de Portugal, abriu-lhe as páginas da publicação, para uma série de artigos com o pseudônimo de Frederico de S. e que seriam reunidos em livro com o título de Fastos da Ditadura Militar no Brasil. Colaborou, também, em A Década Republicana, obra em que colaboraram os mais destacados monarquistas brasileiros.
Foi Eduardo Prado um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, na qual ocupou a cadeira nº 40, cujo patrono é o Visconde do Rio Branco. Pertenceu, igualmente, ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, na qualidade de sócio correspondente.
Combateu a ingerência dos Estados Unidos na América Latina, lançando um livro polêmico, A ilusão americana, cuja primeira edição, de 1895, foi apreendida pelo Governo brasileiro.
Severas críticas às alterações feitas pelos republicanos na bandeira do país, fazem parte do livro Bandeira Nacional.
Dedicou-se a estudos históricos, tendo publicado estudos sobre Anchieta.
Ronald de Carvalho, na sua Pequena História da Literatura Brasileira considerou Eduardo Prado “um dos publicistas que melhor compreenderam esta situação de pequenas tiranias organizadas, a que ficou reduzido o nosso país, depois que a República o dividiu em vários Estados interligados”.
Viveu em Paris, primeiro na Rue Casimir Perrier e depois na Rue de Rivoli, e nos últimos anos de vida morou na Fazenda do Brejão, no interior paulista.
Alguns amigos indicam a figura de Eduardo Prado como modelo do Jacinto, personagem de A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, o milionário enfastiado pelos confortos da civilização e que vai terminar os seus dias na quietude das serranias portuguesas de Tormes.”
Fonte: ABL
 

Na sequência, publicaremos o primeiro artigo. A obra explica muitos problemas que temos até hoje, com funcionalismo público, pensamento oligárquico das elites e a ligação de certo seguimento do Exército Brasileiro com a família de políticos como Fernando Henrique Cardoso e políticos de viés marxista como Aldo Rebello, etc. Tal se dá por conta das semelhanças entre as doutrinas positivista (do francês Augusto Comte, base filosófica das FFAA) e marxista.

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