O positivismo seduz os idiotas

Por Liam Bourn Twitter: @LiamBourn.

O discurso tecnocrático do positivismo, e do liberalismo, é esvaziado de valores morais e tradicionais a pretexto de superioridade moral. Essa sorrateira e perniciosa ideologia foi e é o maior responsável pela destruição da ordem moral do Brasil.

A aparência de sabedoria e humildade do discurso tecnocrático (verborragia tecnicista e antitradicionalista) é uma armadilha para as mentes inexperientes, até mesmo cristãs, que enxergam a política a partir “nós contra eles e eles contra nós” e não a partir dos ideais nacionais.

Não foram o comunismo de ontem nem o neomarxismo de hoje a causa primária que eliminou a ética conservadora do debate público do país, desde o fim dos Saquaremas. Com efeito, essas ideologias são derivações do vácuo moral criado pelo discurso estrito e amoral do positivismo.

As ideologias vermelhas são segunda fase do processo revolucionário de destruição do tradicionalismo da nação que foi iniciado pelos positivistas, alguns de forma dolosa e violenta (revisionismo histórico), outros, tola e involuntariamente, embevecidos na atmosfera de alienação.

O positivismo ensaia o seu retorno ao teatro político do país não de modo deliberado, mas por impulso da incultura política da sociedade, a qual ainda está sob a reverberação dos ideais do Golpe de XV, deflagrado por maçons, barões, políticos liberais e militares positivistas.

O retorno do positivismo é encampado por viciados esquemas mentais de entender a política, que são manifestados nas redes sociais e até em espaços conservadores, como igrejas e família. Está voltando por meio dos agentes do Centrão e por alguns parvos e eufóricos bolsonaristas.

E também deflagrado por positivistas inominados. Inobstante se dizerem direitistas e patriotas, alguns até competentes nas áreas que demandam só tecnicidade, eles denunciam a sua ideologia materialista e anticonservadora por palavras e atitudes, mesmo que sequer assim acreditem.

Não foram só os socialistas que levaram o Brasil ao estado de coisas atual, também os positivistas que retiraram o Brasil da quarta economia do mundo e o conduziram durante toda a marcha histórica do século XX, até o entregarem de mão beijada aos seus primos revolucionários.

Não caia no embuste de ostentação de importância dos tecnocratas que mentem com a hipnose de que política não é lugar para a “ideologia” (referindo-se à moral cristã e aos interesses nacionais), como se esse raciocínio já não denunciasse o racionalismo radical e materialista próprios das ideologias que foram criadas a partir do Iluminismo francês do qual o positivismo é oriundo.

Rejeite-os!

São figuras que, dada a presunção ideológica, tendem a aderir as pautas globalistas (moral revolucionária, political correctness) a favor de um “governo técnico”.

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