Vem aí… TERRIFICENT!

Há uma série de espetáculos, monólogos on line e lives com excelentes conteúdos, tentando manter viva a chama da arte, neste “momento pandêmico”. Teatro, cinema, shows e todo tipo de manifestação artística fazem muita falta no cenário atual tanto para o público, como para o artista, que precisa estar diante daqueles para quem cria. O povo é quem dá legitimidade à criação artística. Ao vivo ou on line é importante ter o retorno daqueles que determinam o sucesso ou o fracasso.

“Terrificent – a Blogueira Abissal” foi criada para dialogar com as pessoas, num momento tão difícil. Quem a apelidou foi o comediante, diretor, ator, produtor e professor Marcelo Caridade, que somou substancialmente na composição da personagem, graças ao seu vasto conhecimento especialmente na área humorística. Suas piadas tornaram a personagem, “mistura de Maleficent com Irmã Selma” (do espetáculo Terça Insana), mais divertida. Terrificent é fruto do humor negro, representando uma boa metáfora para o mau momento que estamos vivendo.

A personagem é maligna e invejosa e sonha em “conquistar o Mundo Emergente” – uma referência ao nosso planeta, uma vez que ela habita no “Mundo Subterrâneo”. Enquanto faz de tudo para “avançar contra a Rainha Emergente”, símbolo do poder que rege o país inimigo, ela absorve toda a sua cultura e o público “pega carona” nas obras que ela apresenta.  A velha guerrinha entre o bem e o mal, temperada com dramaturgia, deboches e piadas politicamente incorretas.

A rainha não foi uma escolha proposital para incluir a cultura monárquica, foi uma conseqüência da identidade da protagonista que acabou reforçando o viés conservador. Nada é coincidência e a arte também é soberana. Nem tudo cabe ao autor, antes de tudo ele deve “ouvir” a sua obra. Damos o pontapé inicial, mas não podemos garantir onde a bola vai parar. Espero que ela passeie por bons caminhos, levando diversão inteligente e conhecimento.

A arte sempre precisa “ir além”, ela só deve ser solitária no ato da criação, mas depois precisa interagir com as pessoas para dizer “a que veio”. Está chegando o momento de finalmente testar se há lugar para uma personagem excêntrica no cenário virtual. Um verdadeiro “barril de pólvora” está mexendo com a vida de todos e interferindo nas relações humanas de forma contundente.  É preciso oxigenar as mentes e os corações, cabendo ao ator “lançar-se no escuro sem a segurança da aceitação.“ O risco faz parte da vida do artista. O espectador é soberano em suas escolhas.

A inspiração estética da personagem é fruto do mal que impera no mundo de forma grosseira, despudorada, afrontosa. Não há mais meias-palavras, as más intenções estão escancaradas e o perigo do ser humano “perder-se de si mesmo” é cada vez maior. É preciso haver união, “juntar os cacos” que nos restam para desfazer o desfeito. O termo “desconstruir” enganou a muitos e conseguiu o que queria, mas ainda dá tempo de voltar ao que éramos.

O brasileiro é conservador e cristão, de formação católica. Tem história e muita dignidade para resgatar, missão que cabe à cultura. Muitos artistas capacitados estão lutando por esta nobre missão com bravura. Com o apoio do governo ainda que de forma indireta, a pauta conservadora vai sendo resgatada aos poucos. Impossível não mencionar o grande Olavo de Carvalho, precursor da formação intelectual de alto nível, sem o qual ainda estaríamos na era petista. Obrigada, professor.

As chagas estão expostas, os políticos estão vulneráveis graças às redes sociais. O STF passou a fazer parte das conversas cotidianas e o país está sendo discutido e passado a limpo pela sociedade civil e a “elite política”. Ao presenciar tudo isso, veio à lembrança a efervescência criativa dos anos 80/90, onde brilhavam Chico Anysio, Jô Soares, Casseta e Planeta, TV Pirata, dentre os principais. Como fazem falta neste momento!  Imagino o quanto estariam extraindo risos, de tantos absurdos que vemos diariamente. Eles foram grandes motivadores para a criação deste trabalho.

O povo brasileiro gosta do que é bom, mesmo as pessoas mais humildes. Quantas apresentações da Orquestra Sinfônica lotavam, quando saíam das Salas de Concerto ou do Teatro Municipal. As clássicas apresentações a R$ 1,00 que formavam filas imensas ao redor do Teatro, são memoráveis e atestam o interesse do grande público pela bela e verdadeira arte. Ballet, Dança Contemporânea, Música, Ópera são muito prestigiados pelo povo, desde que lhes dêem oportunidade.

A Tribuna da Terra de Santa Cruz cedeu-me a coluna “Arte e Reflexão” para falar de cultura, dentro do enfoque conservador, com o qual me identifico inteiramente. Dentro em breve, os vídeos da Terrificent farão parte deste repertório para levar também o humor aliado à informação, afinal a irreverência sempre fez parte do comportamento do brasileiro. O momento é de grande seriedade, mas não podemos deixar morrer a criança que existe dentro de nós. Espero que o público deste blog goste da novidade, a Terrificent, uma “subversão estética de viés conservador”.

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