Brasil, um país de histéricos!

Começo esse meu primeiro artigo no Vida Destra falando sobre uma pequena palavrinha que pode não parecer muito simpática, a priori, mas que anda muito em voga no nosso dia-a-dia – HISTERIA. De acordo com o dicionário, histeria significa “Comportamento que se define pelo exagero de sentimentos emotivos diante de uma situação específica ou provocado por outros motivos” (Fonte: https://www.dicio.com.br/histeria/). Na realidade, é muito mais do que se vê na sociedade hoje. A impressão que se tem, inclusive, é de que essa histeria está tão arraigada que se tornou estrutural.

Para não voltar muito no tempo, começo por 2018. Aí você que está lendo esse texto pode pensar assim: “tá, mas por que justamente esse ano?”. Explico: quem aí não se lembra no que se pautou a campanha do então deputado federal Jair Bolsonaro, e principalmente, na reação do pessoal que gritava insistentemente “ele não?” Foi a histeria – e ouso dizer de lado a lado – quem elegeu o deputado federal considerado de baixo clero, e, na esteira, seus filhos Flávio e Eduardo Bolsonaro; este último como o mais votado parlamentar da história.

A mesma histeria fez com que o lado canhoto do país rotulasse cada apoiador do presidente de “gado”. Esse mesmo sentimento transformou discurso de ódio em “liberdade de expressão” (quem não se lembra dos áudios de uma professora gaúcha desejando a morte de quem pensa diferente dela, não importando a idade?); uma juventude que vive – em sua maioria, na bolha da internet – em eleitores de tipos que apoiam de aborto à ideologia de gênero; de descriminalização das drogas à eutanásia; passando pela defesa de minorias que (oh, surpresa) se alimentam dessa mesma histeria.

Mas faltou, pra finalizar, o prato principal: a pandemia. Governadores e prefeitos se valeram como nunca dessa histeria e levaram a população ao extremo – fome, desemprego, miséria, depressão. Trancafiaram todos em casa – sob pretexto da saúde – e, agora, só vão liberar a saída (controlada) mediante vacina; já que a histeria (de novo ela!) demonizou todo e qualquer tratamento precoce contra um vírus de letalidade baixíssima.

Sempre desconfie de alguém que queira impor sua opinião à base de histeria. Ela vai ganhar, no máximo, a antipatia do ouvinte. Pense nisso!

Artigo originalmente publicado no site Vida Destra, em 15/12/2020.

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