O Ilustra: um ilustrador genial

No quadro ‘Tribuna Entrevista’ de hoje conversamos com O Ilustra. Seu perfil chama atenção de quem está no Twitter.

Com estilo de desenho que nos lembra imediatamente aquelas publicidades dos anos 1940 a 1960 americanos, que passam no filmes de época, com cenas remetendo a este período ou às gravuras que se tornaram uma febre nas decorações moderninhas, feitas no período de 2015 a 2017, o ilustrador é um dos artistas mais admirados no meio conservador.

O encanto dos anos dourados reside na beleza do cuidado nas roupas e na aparência pessoal, de maneira modesta, presente na maioria das pessoas, mesmo as humildes. Nas paisagens e edificações sem qualquer deterioração ou desordem (pichações, lixo, etc.): um período de ordem e estabilidade.

Sempre que penso neste período sinto saudades “do que não vivi”. Das famílias estáveis, das belas roupas, da modéstia feminina e virilidade masculina, hoje constantes apenas das lindas fotografias e lembranças guardadas por quem viveu neste período.

Daí a curiosidade de conhecer mais sobre esse artista.

O Ilustra respondeu nossas perguntas, como se verá a seguir.

TSC: Fale um pouco de você e como entrou nessa vida (risos).

Ilustra: Bom. Eu desenho desde criança, sempre foi uma necessidade desenhar. Cresci desenhando heróis de HQs, mangá e de jogos de video game. Só aos 21 anos, quando saí de um trabalho, que fui estudar desenho com um professor que realmente pintava como os grandes pintores da história da arte. Ainda estudo com ele, mas é claro que hoje ando com minhas próprias pernas, mas seus ensinamentos ainda são fundamentais e suas observações sobre fazer arte são incríveis. Digo que ele é o Olavo no campo da arte! (risos)

TSC: Qual é sua linha artística, como produz e principais personagens?

Ilustra: Minha linha na verdade é a pintura clássica. Ainda estou aprendendo os pormenores de uma tradição da pintura clássica. É uma vida de estudos intensos. Tem que desenhar todo dia, estudar anatomia, luz e sombra, proporção e muito mais. São sempre os mesmo fundamentos, só que cada vez mais profundos, propositais e belos.

TSC: Quando você percebeu que ser desenhista/ilustrador seria sua profissão? É a única ou apenas hobby?

Ilustra: Bom. Hoje em dia é praticamente uma profissão, só que eu não recebo pra isso (risos). Tenho uma profissão que sustenta minha vocação artística, que também é envolvida com arte. Eu não aceito encomenda de retratos, não gosto muito de pintar por dinheiro. Já fiz isso e sinto que a arte perde muito seu valor e o artista se limita. Hoje em dia, estou ampliando meu trabalho para a linha das histórias em quadrinhos. Estou no meio de um projeto pessoal e em breve começarei a divulgação.

TSC: Qual é sua principal influência artística?

Ilustra: São os artistas da história da arte, os melhores mestres que qualquer artista possa querer, principalmente dos anos 1500 até 1950; depois disso a arte foi ladeira abaixo.

TSC: Histórias reais ou ficção?

Ilustra: Como leitura eu adoro ficção. Gosto muito de H. P. Lovecraft, H. G. Wells, Tolkien e George Orwell, que não parece ser tão ficção assim (risos).

TSC: Como você vende seu trabalho?

Ilustra: Neste momento não estou vendendo minha arte, no máximo vendo canecas com minhas artes no site http://oilustra.com.br. Estou trabalhando em uma história em quadrinhos cujo o roteiro se baseia em uma história real, mas é floreada com ficção para povoar o imaginário com o sagrado, humano e o que há de mais sombrio na face da terra. Quero atuar no campo cultural com algo mais palpável do que só as caricaturas políticas e uma obra como história em quadrinhos tem o poder desenvolver a literatura e o visual. Algo que é fundamental para trabalhar o imaginário e pregar os valores que há muito tempo foram deturpados pela arte de esquerda.

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Link para a loja de canecas

TSC: Quais as principais características da sua linha de trabalho?

Ilustra: A principal característica da minha arte é o realismo na arte.

TSC: Quer ter seu trabalho exposto em quais lugares? Deseja publicar obras escritas?

Ilustra: Espero ter minhas histórias em quadrinhos expostas nas mãos de pessoas no trem, ônibus, escolas e quem sabe, expor minhas pinturas clássicas na pinacoteca, ao lado dos grandes pintores brasileiros como Almeida Jr, Pedro Américo, Pedro Alexandrino, etc

TSC: Já pensou em se unir a outros numa loja/cooperativa?

Ilustra: Já tenho parcerias com a loja O monarquista e minha própria loja de canecas do O Ilustra.

TSC: Como se define politicamente?

Ilustra: Primeiro sou cristão e depois sou conservador, a tradição é o melhor caminho.

TSC: A qual personalidade se liga filosoficamente?

Ilustra: Nossa! Difícil hein!! Bom, de filósofos eu só leio o Olavo de Carvalho e assisto suas aulas. Acho fascinante o método de ensino dele e como ele observa as pessoas e a personalidade.

TSC: Quais os próximos lançamentos, haverá novos projetos em breve?

Ilustra: O maior projeto deste ano será a história em quadrinhos, mas só vou divulgar depois que fizer registro dela e um projeto em paralelo é a série de pinturas históricas. Será uma série de seis pinturas de momentos históricos, incluindo momentos que estamos vivendo.

TSC: Tem alguma galeria física ou virtual? Deixe o endereço/link.

Ilustra: Visitem meu portfólio de pinturas digitais em https://o_ilustra.artstation.com

TSC: Deixe um recado para nossos leitores e seus seguidores.

Ilustra: Meu recado vai, primeiro, para os artistas:

“FAÇAM ARTE!!” É urgente ter boa arte circulando em nosso meio. Eu ganhei um certo destaque porque me dediquei sem esperar ganhos, e de fato não ganhei (risos) mas minhas artes estão por todo Brasil, em todas as redes sociais e grupos de tias do zap. Precisamos de mais artistas que tenham paixão em dar arte boa ao povo.

Em segundo lugar, peço que as pessoas valorizem os artistas bons. O artista ruim você sabe quem é.

É aquele trabalho que você olha e diz: “eu faço um troço desse, é só jogar tinta”; “minha filha faria isso”; “isso é arte?” ou então a arte que vai ter umas 20 páginas explicando o que são as duas varetas no meio do museu.

Valorize o artista que realmente estudou.

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